domingo, 17 de outubro de 2010


Pra você guardei o amor
Que nunca soube dar o amor que tive e vi sem me deixar sentir sem conseguir provar
sem entregar e repartir
Pra você guardei o amor
Que sempre quis mostrar o amor que vive em mim vem visitar sorrir, vem colorir solar vem esquentar e permitir
Quem acolher o que ele tem e traz
Quem entender o que ele diz
No giz do gesto o jeito pronto do piscar dos cílios que o convite do silêncio exibe em cada olhar
Guardei sem ter porque nem por razão ou coisa outra qualquer além de não saber como fazer
pra ter um jeito meu de me mostrar
Achei vendo em voc e explicação nenhuma isso requer se o coração bater forte e arder no fogo o gelo vai queimar
Pra você guardei o amor que aprendi vendo meus pais 

o amor que tive e recebi e hoje posso dar livre e feliz
Céu cheiro e ar na cor que arco-íris risca ao levitar vou nascer de novo
Lápis, edifício, tevere, ponte desenhar no seu quadril
Meus lábios beijam signos feito sinos trilho a infância, terço o berço do seu lar


Nando  Reis

Nenhum comentário:

Postar um comentário